terça-feira, 21 de abril de 2009

Um olhar sobre a matemática, a escola e a sociedade.

No nosso dia-a-dia, nas salas de aula, em nossas casas, nas mesas de bares, nos mais diversos lugares, torna-se “lugar comum” ouvirmos comentários do tipo: “A matemática é pra poucos”, “A matemática é abstrata”, ”A matemática é a ciência exata”, “A matemática desenvolve o raciocínio lógico”. Até nos acostumaríamos com essas frases, se elas não nos doessem, nos gritassem e nos indicassem os sintomas de algo crônico e profundo. Como uma ferida cálida a nos incomodar. E, talvez o pior, é bem provável que pratiquemos essas idéias, ou talvez venhamos a praticá-las.

O que é verdade? O que é mito? Todos temos condições de aprender matemática? Ou realmente só alguns poucos? Muitas dessas afirmações já estão no inconsciente coletivo e popular, e são tidas como verdades absolutas, quando na verdade são frases ditas ao vento, vazias de significado se olhadas à luz de um espírito científico. Alguns de nós professores, mesmo sendo comprometidos com o ensino, acabamos acreditando nelas, e infelizmente acabamos por pautar nosso trabalho, com essa perspectiva, com esse olhar.

Parece-me bom e cômodo ensinar matemática, ou qualquer outro conteúdo, pra quem aprende com facilidade. Mas por que alguns têm facilidade em aprender e outros não? Essa é umas das questões relevantes, que urgem por nossa reflexão.

É comum ouvirmos a frase: “Ah! Professor não levo jeito pra Matemática”, justificando fracasso em provas ou não compreensão de um ou outro assunto da Matemática. Esse “não levo jeito” quer significar: “não tenho aptidão”. Será inata, essa aptidão? Pessoas têm ou não aptidão para a Música, para a Poesia. Mas, diferentemente da Matemática, Música e Poesia, ou qualquer outra atividade que supostamente exija aptidão específica, não são ensinadas compulsória e indiscriminadamente a todas as pessoas, em todas as escolas.

Poderíamos pensar então em identificar quais conteúdos um determinado sujeito teria aptidões pra aprender e ensiná-lo até esse ponto. Seria esdrúxulo: “Joãozinho você mostrou aptidão para aprender função do segundo grau”. Ou: “Pedrinho você tem aptidão para aprender Topologia, Álgebra, Análise...” Seria inusitada tal situação, inverossímil e improvável. Ainda bem!

E é comum vermos indivíduos altamente capazes e notáveis em suas áreas de atuação e muitas vezes esses indivíduos nem tomam conhecimento de Matemática. É normal, ao depararmos com essa postura, a interpretarmos como uma opção entre diferentes alternativas e nunca como um impedimento ou inaptidão para aprender Matemática.

[...]


Matemática e Linguagem - um diálogo possível e promissor

(por Ivanil C.S. Gomes)


Retirado do site: http://www.somatematica.com.br/artigos


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Um comentário:

  1. Claudinei e outros mais, visitem meu Blog: http://www.ivanilmatematica.blogspot.com/
    e talvez possamos trocar informações e opniões. Saudações

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